BURRINHO PEDRES PDF

Major Saulo - corpulento, quase obeso, olhos verdes. Estava sempre rindo: riso grosso, quando irado; riso fino, quando alegre; riso mudo, de normal. Na volta, trocou de montaria. Foi salvo, na noite da enchente, pelo burrinho Sete-de-Ouros. Silvino - vaqueiro; perdeu a namorada para Badu e planejava matar o rival na volta, depois de deixarem a boiada no arraial. Major Saulo ordena que os homens preparem os animais.

Author:Voodoor Aralabar
Country:Comoros
Language:English (Spanish)
Genre:Politics
Published (Last):4 May 2013
Pages:267
PDF File Size:4.38 Mb
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ISBN:667-2-11801-386-1
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Tanto, que nem seria preciso abaixar-lhe a maxila teimosa, para espiar os cantos dos dentes. Na mocidade, muitas coisas lhe haviam acontecido. O burrinho permanecia na coberta, teso, sonolento e perpendicular ao cocho, apesar de estar o cocho de-todo vazio. Apenas, quando ele cabeceava, soprava no ar um resto de poeira de farelo. De vez em quando, rebenta um tumulto maior. O boieco china se espanta, e trepa na garupa do franqueiro, que foge, tentando mergulhar na massa.

Agora, se alertam, porque pressentem o corisco. Rosna engasgado. E, cabisbaixo, volta a cochilar. As orelhas peludas, fendidas por diante, como duas mal enroladas folhas secas. As castanhas incompletas das pernas.

As imponentes ganachas. Mas Sete-de-Ouros detesta conflitos. Sete-deOuros se faz pequeno. Escoa-se entre as duas feras. E Sete-de-Ouros, que sabia do ponto onde se estar mais sem tumulto, veio encostar o corpo nos pilares da varanda.

Mas tinha cometido um erro. O primeiro engano seu nesse dia. Fecha a cara, Francolim! E Francolim baixava os olhos, sisudo, com muita disciplina de fisionomia. Pensa mais, Francolim! As vacas fogem para os fundos do eirado, com os bezerrinhos aos pinotes. Caracoleiam os cavalos, com os cavaleiros, em giros de picadeiro. E Sua-Cara correu para latir, brava, no topo da escada.

O peso era calculado a olho. Primeiro sal. Primeiro pasto. Este ano acaba em seis! Fica ressabiado, observando. Assim, Sete-de-Ouros concorda. E acelera as pancadas da cauda, no vai-e-vem bulhento de um espanador. Mas, para tocar boiada, eh, Deus me livre que eu quero um burrinho assim!

Sete-de-Ouros espetou as orelhas para a frente. Muito boi pesado. Foi a conta. Eu corri. Mas, Virgem! E ia como boi de corte? Mas bonito como um bicho de Deus! E vamos, vamos com Deus, minha gente. Ver com isso, compadre Manico! Faz parede! Sinoca escancara a porteira, que fica segurando.

Ei, um! Saltou uma vaca china, estabanada, olhando para os lados ainda indecisa. Passam todos. Topa, Tote! Os flanqueadores recuam, alargando o beco.

Pronto, seu Major. Corta de lado o Major Saulo, envolto na capa larga, comandando: — Dianta, Leofredo!

JAIRO SEVERIANO UMA HISTORIA DA MUSICA POPULAR BRASILEIRA PDF

Resumo: Sagarana

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LIBRO FALLI SOFFRIRE GLI UOMINI PREFERISCONO LE STRONZE PDF

O burrinho pedrês – João Guimarães Rosa

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